Bistrô Rivadávia


Religiosidade e coisas do tipo…
2 02UTC Abril 02UTC 2009, 7:09 pm
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Buenas querido cliente, a falta do pc ta horrível, mas fazer o que neh! Hoje acordei um tanto quanto religioso, retirei meus cds católicos da estante e fui ouvi-los, lembrei que é dia de adoração ao S.ss. Sacramento hoje e dei uma passada na igreja pra rezar um pouquinho e livrar-me das urucubacas cotidianas. Parei pra refletir sobre a questão da presença real do Cristo ali e percebi que é tudo uma questão de linguagem e semiótica. Se eu creio que está ali naquele pedação de pão um ser histórico, é porque tenho aquilo ali como um signo, que vai ser percebido pelos meus sentidos, provocar uma emoção e criar em mim um sentimento de presença de tal ser. Ou seja se eu creio e acredito ele se faz presente, mas não no pão mas na minha subjetividade. E Deus não está apenas ali, está em tudo que eu me sinta me bem, se eu me sinto bem em contato comigo e com algo superior, na igreja ou numa loja maçônica.’. o mesmo Deus estará presente! O MEU Deus. É tudo uma questão subjetiva, encontrar-se com Deus é encontrar-se conosco, e encontrando-se conosco, encontrar-se com algo superior que nos move, e se sentir capaz e com esperança. Um homem sem fé não é nada, e um homem atrelado a doutrinas e códigos também não é nada. Não precisamos prender-nos em comportamentos e códigos éticos morais para nos encontrar com um Deus, Deus é tudo, e está em nós e não em pedras colocadas umas sobre as outras que chamam de templo, as vezes precisamos estar ali para nos aquietarmos e chegarmos ao nosso interior, mas uma sombra de árvore também detém essa ambientação. Não porque vou a igreja sou católico, mas ali me sinto bem e ponto. E você onde se sente bem? Ali está o teu Deus.

Vocacional

Hoje tirei minha bíblia da estante
meu livro de oração
limpei meus santos
ouvi aquelas músicas.
Passei o ano todo fugindo,
me escondendo do passado.
Ser seminarista me ensinou a viver
e me ensina até hoje…
Lágrimas rolam, saudade,
iguais as que caíram quando saí de casa.
De que adianta posses,
festas, se o ensinamento vem do Verbo.
Mesmo que não seja o verdadeiro,
mesmo o criado, imposto.
Não importa, a verdade está em mim!
Ensina-me a viver, a ser feliz.
Voltar? Continuar…
As vezes sim, as vezes não…
Mas o que aprendi ninguém me tira!
Amor a vida, amor ao Pai Celestial!
Seja ele Verbo, Arquiteto, Sol…
ou simplesmente DEUS!
Túlio Rivadávia


Em Cartaz no Bistrô: O Futebol dos Filósofos

Olá meu caros! Primeiro agradecer o carinho do pessoal do Contemporâneo e Indiscreto, e anunciar a parceria firmada deste com o Bistrô! Tive a honra de ser o convidado da semana deste blog, quando acabar de ler aqui, você que ja me acompanha diariamente corre pra lá e da uma lida no especial que enviei, com certeza irão curtir!

Bom hoje em cartaz por aqui O Futebol dos Filósofos! Esse vídeo é genial, além de super engraçado traça em uma partida de futebol o perfil dos grandes filósofos da humanidade, em uma disputa com os berços dessa ciência: Alemanha x Grécia. Pra quem saca um pouco de filosofia e curte vai se deleitar! O destaque para o juiz da partida. Esse vídeo é um curta do grupo de humoristas britânicos Monty Phyton. Os caras foram os pioneiros deste tipo de humor na televsão mundial, o humor caracterizado e de sátiras inteligentes, há quem diga que o Casseta e Planeta inspirou nos caras, mas eu prefiro não acreditar nessa besteira. Eles são muito fodas! Espero que goste!



Fórum – Complemento Em Cartaz: Janela da Alma

Saudações! Muito interessante os comentários dos clientes sobre o Ensaio Sobre  a Cegueira. Realmente a fotografia do filme é espetacular e sim poderia ser mais explorado. Mas vamos lá, quero provocar uma discussão sobre a essência da obra do Saramago retaratada no filme. As dinâmicas do olhar, suas reações psiquicas e físicas sobre os indivíduos.

Janela da AlmaPara quem ja degustou o Ensaio Sobre a Cegueira indico para continuarmos nossas discussões o documentário Janela da Alma. O documentário de 2002 tem a direção de João Jardim e Walter Carvalho e carrega uma imensa bagagem filosofica e reflexiva sobre a visão e nossa concepção de mundo,  ou seja nos leva a uma reflexão sobre a percepção como realmente uma experiência dotada de significação, onde por ela contruímos toda nossa noção subjetiva de realidade e de mundo. Janela da Alma nos apresenta dezenove perssonagens reais, que possuem algum tipo de deficiência visual, de uma simples miopia à completa cegueira. Nomes como o fabuloso músico Hermeto Pascoal, que nos traz diferentes noções de onde se escute e enxerga melhor, a atriz Marieta Severo, o escritor e poeta Manuel de Barros, e também o brilhante Saramago com provocações fantásticas acerca daquilo que chamamos de realidade e sua transformação pela subjetividade coletiva. 

Janela da Alma complementando Ensaio Sobre a Cegueira (E.C.S.), percebemos as diverssas noções de realidade e o que realmente é o real para o índividuo, até que ponto percebemos as coisas tal qual elas são? Como a visão dos outros sobre mim, afeta meu cotidiano? A partir da hora que sei  que o outro não me enxerga, qual nossa sensação psiquica diante desta situação? Sempre  nos norteamos pelo medo e pensamento do julgamento do outro, vivemos em função da construção de imagem propriamente dita, aquilo a ser percebido. Quando não se há esta percepção, essa imagem a ser vista, e perceber o ser humano de uma outra forma a não pela imagem obtida externamente pela visão, pensamos logo em caos. É fabulosa a cena de E.S.C  em que se recolhem as jóias e relógios dos isolados para  pagar a comida retida pela outra ala. Até que ponto as jóias e objetos high tech possuem valor em uma sociedade cega? O valor está no financeiro, no ouro, ou na imagem do objeto, de seu status visual? Jogo estas indagações para que possamos refletir sobre nossas percepções e noções de realidade, e principalmente sobre o julgamento de nossa imagem “social”. Bom este tópico é principalmente para usar também a ferramente COMENTÀRIO e criar um fórum de discussões sobre estes temas pertinentes a estas obras.

Uma frase de Saramago em Janela da Alma para criarmos ainda mais indagações: “Nunca se viveu tanto na caverna de Platão como a sociedade atual. É hoje que vivemos o mito da caverna” – José Saramago

AGUARDO PARTICIPAÇÔES!!!



Viagens de tarde: Semiótica, Disney, Hawai…
22 22UTC Março 22UTC 2009, 12:39 am
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Aloha! Este sábado posso dizer que viajei pra um reino muito, muito, muito distante. Se a sua faculdade não vai bem (seus problemas acabaram-se), faça que nem nós, crie grupos de estudo. Neles você ri, estuda, ri mais um pouco, fala da vida alheia, bebe cerveja, estuda e ri mais um pouco e ainda está com quem você gosta! Bom essa foi a tarde deste sábado em um grupo de estudo. A viagem ficou por conta de dois fatores: Semiótica e a chegada de um querido amigo que ficou três meses em viagem (turnê) pelos E.U.A. Primeiro ele integrou a Disney University, aquele programa dos sonhos de morar e trabalhar na terra encantanda do Mickey”. Pois bem, como se bastasse ele ainda fez um mochilão passando por Los Angeles, Las Vegas, Grand Kenyon e acreditem: Hawai! (aloha!).

Começemos a viagem por partes:

  1. A Semiótica

Essa é uma matéria que eu hei de confessar: ela está me deixando meio louco. É muita viagem, e o pior é super envolvende. Semiótica estuda as comunicações como processos de significação. As significações que por sua vez são códigos a serem interpretados. Para tais interpretações e atribuições de sentido aos signos envolve-se um sistema de percepção e uso da memória e imaginação, tudo isso incluido em um sistema de linguagem que é o cerne da existencia do signo. Tudo existe pela palavra que por sua vez é interpretada, um sentido é atribuido e pela arbitrariedade do código linguistico atribuimos significado, através de uma relação em significante e significado. Manuel de Barros diz: O verbo é cego, mas cria a imagem. A palavra, o verbo tem o poder da criação, o mundo segundo a biblia foi feito pelo verbo, através de uma palavra (de um verbo) Faça-se, Fiat, e tudo foi criado, e Jõao ja disse no ínicio era o verbo e tudo foi feito por ele. Porque a palavra detém o poder de criação e significação a ser interpretada, onde vamos perceber o mundo como um todo, interligado. Não é uma viagem???

        2.      A Disney

Bom acho que essa viagem dispensa explicações. A Disney é uma viagem por si só. Todo o império do entretenimento e famílias felizes reunidas em um raio de 122km², é muita alegria junta! Bom esse meu grande amigo ficou por la 2 meses trabalhando e é claro se felicitando e divertindo com todas as ferramentas felizes de um castmember (nome dados os funcionários e guests aos turistas [linguagem disneynês]). Passamos depois da semiótica a se deslumbrar e deleitar com as fotos e casos internos deste fabuloso mundo. São tantos detalhes que nós guests não percebemos e que passam batido. São coisas fabulosas fantasticas e uma dinâmica corporativa que foge aos nossos olhos pra criar essa grande máquina da fantasia. São casos fantásticos que poderiamos ficar dias e dias parados ouvindo e sempre ilustrados com fotos. Tuneis subterraneos, andares e mais andres abaixo da terra, painéis falsos escondendo passagens, a magia criada em torno dos personagens onde a sincronia perfeitas dos castsmembers para não se cruzarem o mesmo personagem na rua, as tradições e linguagems próprias do loca.  Ops essas informações não podem sair de lá. Mas resumindo é tudo uma montagem para que você e as crianças sejam sempre felizes para sempre neste local. E carregando na bagagem semiótica e filosofica, é tudo a remontagem exata da caverna de Platão onde nada é o que parece ser, o que parece ser é tão real na nossa percepção que acabamos tomando aquilo ali como verdade absoluta na nossa esfera pessoal. È lindo tudo isso não é mesmo?

         3.     O Mochilão

Outra viagem imaginária. Fala sério se não é uma beleza quando se juntam amigos para compartilhar casos de viagens e ver fotos e vídeos e etc. É muito bom isso. Ouvir os detalhes os casos e conhecer um pouco mais sobre o lugar, compartilhar as emoções com quem você gostaria e se sentir feliz pela viagem do outro, ganhar lembrancinhas, parece que você foi junto. Aí mais uma vez a teoria do conhecimento trabalhando com a nossa imaginação que cria e reproduz realidades.

Posso dizer que rodei as américas nesta tarde! Aloha!  

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